this post was submitted on 18 Nov 2025
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Bate-Papo
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@dsilverz
Baita imagem.
Me fala mais disso? Como posso ter acesso ao rádio-amadorismo, preciso de equipamento especial? E por que acha que o rádio não está sofrendo merdificação?
Tenho essa impressão mesmo. O “cardápio” radiofônico é cada vez menor. Estações de notícias aqui em Fortaleza não passam de quatro, todos ligados mais ou menos às gigantes da comunicação.
Não entendi metade das palavras deste parágrafo. Ainda tenho muito o que aprender...
E por que isso? E o acontece com o livro, a música, o cinema?
@arlon@connexia.hibiol.eu @batepapo@lemmy.eco.br
Só um adendo: quando falo de rádio, é outro tipo. Rádio Bandeidantes, por exemplo, não é radiocomunicação e sim radiodifusão. Ambos são rádio no sentido de que envolvem frequências, modulações e transceptores, mas diferem em direcionalidade. A radiocomunicação que falo é, exemplo, Px que costumava ser bastante usado entre caminhoneiros, o rádio usado por seguranças, polícia, SAMU, taxistas, aviação, agências espaciais... esses e outros são radiocomunicação.
Algumas dessas são fechadas, como a comunicação de emergência, militar e aviação. Outras exigem exame e habilitação (aqui no Brasil é o COER, com classes A, B e C, expedido pela Anatel).
O Px (faixa dos 11 metros) é o mais "aberto" no sentido que não exige COER: é solicitar um indicativo pra Px gratuito pelo site da Anatel (pelo menos era assim, não sei se mudou). Depois de tirar indicativo, é adquirir um transceptor (ex.: Aquário 40 canais) e vinculá-lo ao indicativo no site da Anatel. Dai é que entra a parte mais técnica (e divertida aos radioamadores) de montar antena, cabo, etc, pra conseguir melhor propagação de sinal para a geografia do local, e então participar de "rodadas de radioamadorismo Px" ao alcance.
É que esses são formas unidirecionais de comunicação: das pessoas escritoras/compositoras/dramaturgas, aos respectivos públicos. O público, por sua vez, costuma não dialogar de volta com quem criou a obra, salvo raríssimas exceções (teatro interativo com quebra da 4a parede onde o público é parte do elenco, festival onde a banda improvisa música ali na hora com a plateia, e não sei se tem algo similar onde @ escritor(a) escreve um livro em tempo real enquanto o público sugere partes da estória).
Quando falo de comunicação, ali, falo da comunicação duplex e/ou multiplex, essa que estamos a fazer no momento. A internet, em sua grande parte, é isso: pessoas conversando entre si através de dispositivos.
A radiocomunicação também é isso, só que, ao invés de um Thinkpad e um Moto G, é por exemplo um IC910 e um UV5R; ao invés de Wi-fi, é FM analógico em VHF. Mas uma das principais diferenças é que não tem servidor ou provedor de internet: é ponta-a-ponta numa mesma frequência (canaleta). E nesse sentido, é uma comunicação que não tem como ser barrada no seu ato, exceto por interferência (literalmente falar por cima da conversação alheia). É por esse e outros motivos que...
...porque não tem como ser controlado por corporações, principalmente rádiocomunicação analógica. Ainda que as fabricantes de transceptores (Motorola, Yaesu, Icom, Baofeng, etc) decidam "inovar", radioamadorismo também envolve criar os próprios equipamentos (quando Marconi fez a primeira transmissão de rádio, não existiam transceptores, era um transmissor que ele mesmo fez no laboratório).